domingo, 30 de abril de 2017

GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2 - RESENHA SEM ALMOÇO


Aqui não tem cabine de imprensa, presentinhos de estúdios, almoço e outras permutas. Tudo que você vai ver e ler é sinceridade pura - com um pouco de cagação de regra e fanboyzice, doa a quem doer (nem que pra isso seja o nosso próprio bolso).


Podem me chamar de traidor do movimento, nerd poser e o caramba, mas confesso estar um pouco ressabiado com os filmes de super-heróis esses tempos, seja pelo excesso deles ou por tramas que vivem se repetindo independente da franquia (seja Marvel ou DC). Mas devo admitir que pelo menos um dos derivados desses "universos expandidos" consegue ainda me fazer sair do cinema com um sorriso de orelha a orelha: o bom, descompromisso e divertido Guardiões da Galáxia.



Alguns meses depois de derrotarem Ronan O Acusador e recuperarem uma das Jóias do Infinito, os nossos heróis aceitam fazer um serviço para o povo de Sovereign e sua líder, Ayesha, em troca da Nebulosa, que está sendo mantida presa. Rocket Racoon acaba roubando baterias vitais para a manutenção de energia desse planeta e os demais se veem forçados a escapar dos ataques da tropa de Ayesha, abrigando-se em um planeta. Nesse ínterim, acabam encontrando o pai de Quill, Ego (Kurt Russel), que está acompanhado de sua assistente empata, a tímida e meiga Mantis (Pom Klementieff). Com o intuito de saber mais sobre seu passado, Star Lord e sua trupe aceitam conhecer o planeta de seu pai. O que eles não sabem é que esse simples convite pode render uma série de problemas.



Se Guardiões fosse uma série isolada e não uma peça do Cinematic Marvel Universe funcionaria da mesma forma. O que se percebe aqui é que os executivos deram mais liberdade para que o diretor James Gunn despirocasse de vez. Apesar de alguns elementos aqui e acolá que lincam com as demais produções do estúdio, essa Space Opera tem personalidade própria.



E como é legal rever Peter Quill (Chris Pratt) no meio das batalhas munido de seu toca-fitas com sucessos dos anos 70 e 80, ao mesmo tempo que assume um espírito de liderança em meio a tantos questionamentos pessoais. Como é divertida a interação entre Rocket Racoon e o Mini Groot (dublados respectivamente por Bradley Cooper e Vin Diesel). Enquanto o primeiro parece não ter adquirido um pingo de responsabilidade, o outro assume uma fragilidade, inocência e fofura nunca antes vistas.



E o que dizer de Drax? Meu Deus, toda vez que ele entra em cena é uma risada garantida. Dave Bautista encontrou sua praia e espero que faça mais filmes de comédia! A única queixa que tenho é em cima da Gamora. Desde o primeiro filme, tentam nos vender uma personagem durona, que não se deixa abater por miudezas. Mas a cada continuação, parece que ela vem se sensibilizando ainda mais, rendendo cenas sentimentais meio desnecessárias com a Nebulosa (Karen Gilan). Isso não é nem culpa da Zoe Saldana, que faz o que pode, mas o roteiro insiste em fragilizar o personagem. 



Yondu (do eterno Henry Michael Rooker) ganha mais espaço aqui, e finalmente entendemos o porque do mercenário ter tanto apreço por Peter, rendendo uma das cenas mais emocionantes do filme. Sério, se eu não fosse tão emocionalmente estável teria me debulhado em lágrimas. Já a trilha sonora, apesar de não ser tão marcante quanto a do primeiro filme, continua sendo uma das coisas que ditam o ritmo da película, aparecendo na maioria das vezes de maneira orgânica. To louco pra baixar... digo, adquiri-la por meios alternativos.



No mais, é uma produção honestíssima, sem pretensão de ser levada a sério, anárquica até as tampas, e que ao mesmo tempo carrega uma mensagem bastante valiosa: valorize aqueles que estão perto de você, porque nunca se sabe o que vai acontecer no futuro. Parece piegas pra caramba, mas vai por mim, no final você sairá convencido com a essa moral de botequim. E todo esse imbróglio pra dizer: QUE FILMÃO DA PORRA! Diversão garantida.



P.S.: O personagem do Sylvester Stallone é Stakar Ogord (Águia Estelar). Ele faz pequenas aparições no filme e está em uma das cenas pós-crédito. Falando nisso, o Grão-Mestre do Thor Ragnarok dá as caras nos créditos finais (!!!).

P.S 2.: Como disse acima, TEM MAIS DE UMA CENA PÓS CRÉDITO. Na verdade CINCO, sendo que duas são relevantes. Uma já falei, a outra envolve a Ayesha e um certo Adam Warlock.

Ah, a cena final é mais uma aparição do Stan Lee falando com os Vigias, enquanto estes o deixam no vácuo... Hahahahaha.

P.S.3: Descanse em paz, Henry!



P.S.4: A trilha sonora do filme já está no Spotify. Inclusive você pode reler a minha resenha ao som desses grandes sucessos (ou não).



P.S. 5: Eu também queria que meu pai fosse o David Hasselhoff...


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